segunda-feira, 18 de setembro de 2006

Perfeição

Perfeição - Legião Urbana

Vamos celebrar a estupidez humana
A estupidez de todas as nações
O meu país e sua corja de assassinos
Covardes, estupradores e ladrões
Vamos celebrar a estupidez do povo
Nossa polícia e televisão
Vamos celebrar nosso governo
E nosso Estado que não é nação
Celebrar a juventude sem escolas
As crianças mortas
Celebrar nossa desunião
Vamos celebrar Eros e Thanatos
Persephone e Hades
Vamos celebrar nossa tristeza
Vamos celebrar nossa vaidade

Vamos comemorar como idiotas
A cada fevereiro e feriado
Todos os mortos nas estradas
Os mortos por falta de hospitais
Vamos celebrar nossa justiça
A ganância e a difamação
Vamos celebrar os preconceitos
O voto dos analfabetos
Comemorar a água podre
E todos os impostos
Queimadas, mentiras e sequestros
Nosso castelo de cartas marcadas
O trabalho escravo
Nosso pequeno universo
Toda a hipocrisia e toda a afetação
Todo roubo e toda a indiferença
Vamos celebrar epidemias:
É a festa da torcida campeã
Vamos celebrar a fome
Não ter a quem ouvir
Não se ter a quem amar
Vamos alimentar o que é maldade
Vamos machucar um coração
Vamos celebrar nossa bandeira
Nosso passado de absurdos gloriosos
Tudo que é gratuito e feio
Tudo o que é normal
Vamos cantar juntos o Hino Nacional
A lágrima é verdadeira
Vamos celebrar nossa saudade
E comemorar a nossa solidão

Vamos festejar a inveja
A intolerância e a incompreensão
Vamos festejar a violência
E esquecer da nossa gente
Que trabalhou honestamente a vida inteira
E agora não tem mais direito a nada
Vamos celebrar a aberração
De toda a nossa falta de bom senso
Nosso descaso por educação
Vamos celebrar o horror
De tudo isso
Com festa, velório e caixão
Está tudo morto e enterrado agora
Já que também podemos celebrar
A estupidez de quem cantou esta canção

Venha, meu coração esta com pressa
Quando a esperança está dispersa
Só a verdade me liberta
Chega de maldade e ilusão
Venha, o amor tem sempre a porta aberta
E vem chegando a primavera
Nosso futuro recomeça:
Venha que o que vem é perfeição...

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Essa música é um classico! Um marco! Sempre atual e universal.
Cada dia ela me parece mais coerente. =/

domingo, 17 de setembro de 2006

# Provérbios

"O mal do esperto é achar que todo mundo é idiota."

Mamãe adora me dizer isso.

quarta-feira, 23 de agosto de 2006

# Citações

"i understand procedure, i understand war, i understand rules, regulations. i don't understand sorry!" (Charles Manson)


Sample utilizado no início da música Forever Failure do Paradise Lost. Retirado da gravação do discurso feito por Charles Manson, o assassino.

Muitas vezes me identifico com essas palavras.

sábado, 12 de agosto de 2006

Bronken {Heart of} Glass

Die With Me (Type O Negative)

Now like a bird
She flew... away
To chase her dreams
Of books and praise

Still I miss her
Yeah... I miss her
Since she's gone

At JFK
Who played the fool?
Self pity sick
Jet fuel perfume

Still I miss her
Yeah... I miss her
Since she's gone

Girl I want to die with you
In each others arms...
We'll drown in flame

If this time... were the last time
Could I hold you all night long?
Since this time... is the last time
Can I hold you all night long?

Lay... your head down
For the last time... the last time

Hey KLM
AT&T
The UK post system
Do you still love me?

Still I miss her
Yeah... I miss her
Since she's gone

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Algo se quebrou dentro de mim. Algo que não volta.
Por um pouco de respeito e um pouco de consideração... ou a falta deles. Talvez por uma noite ruim...

Essa música significa a morte pra mim. O fim de um ciclo. Mágoa. Matar a si mesmo para renascer tentando ser mais esperto e mais forte. Menos sensível... mas (no meu caso) isso ainda é possível?? Por dentro, não. Seria fugir de mim mesma. Por fora, não sei. Já estou tentando fugir disso! Mas... o que vai me preteger?
Talvez a morte. Do pensamento... do sentimento... da existência... (créditos ao Andrei por isso.)

Não tente entender o que escrevo! Apenas filtre. Escrevo sentimentos. E em sua maioria, confusos e escritos de forma truncada, como todo sentimento deve ser.

domingo, 6 de agosto de 2006

Bandolins

Bandolins - Oswaldo Montenegro

Como fosse um par que nessa valsa triste
se desenvolvesse ao som dos bandolins.
E como não... E por que não dizer
que o mundo respirava mais se ela apertava assim.

Seu colo e como se não fosse um tempo
em que já fosse impróprio se dançar assim.
Ela teimou e enfrentou o mundo
se rodopiando ao som dos bandolins .

Como fosse um lar seu corpo a valsa triste
iluminava e a noite caminhava assim.
E como um par o vento e a madrugada
iluminavam a fada do meu botequim.

Valsando como valsa uma criança
que entra na roda a noite tá no fim,
E ela valsando só na madrugada
se julgando amada ao som dos Bandolins.

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*Post em homenagem ao show do Oswaldo que ocorreu hoje no Studio5 e eu não fui, por vontade própria. Não ia ser a mesma coisa...